Gabriela mamando e já andava!!!!
Relato de amamentação prolongada
"Meu primeiro filho mamou até 8 meses (os seis meses iniciais só no peito).
Contra tudo e contra todos. Mãe, sogra, pediatra... "dá um chazinho"... "dá um suquinho"... "segue aqui a lista de introdução de alimentos (para crianças de 4 meses)"... Aos 8 meses, cansada de tanta pressão, e já retomando minha "vida social", desmamei o menino, afinal, "ele já havia mamado tanto" (palavras de todo mundo).
Minha filha do meio mamou apenas até 5 meses. Retornando ao trabalho em tempo integral, foi a coisa mais fácil desmamar uma criança com 5 meses... Mas o pediatra me garantiu que já era tempo mesmo... Ledo engano!
Minha filha caçula mama até hoje, passados 3 anos e 5 meses de seu nascimento. Ela veio na época mais atribulada da minha vida, estou cheia de compromissos, agora tenho um estúdio e dou aulas à noite. Mesmo assim, a amamentação não foi um problema, a gente conseguiu driblar os horários, a introdução dos alimentos foi feita bem mais tarde, no ritmo dela (por volta de 9 meses), e ela é uma menina equilibrada, carinhosa, saudável."Ana Basaglia
Amamentação prolongada é fundamental na vida de qualquer criança, pois é de sua natureza mamar por bem mais que uns poucos meses! Eu percebo isso comparando minha experiência com meus filhos mais velhos e com minha caçula! Hoje eu entendo que eu deveria ter ouvido mais minha intuição, e que amamentação é muito mais que alimentar com leite, amamentação é dar amor, é se relacionar, é estar presente, é olhar nos olhos, é dar conforto, é estar sempre ao alcance de um colo! "O período natural de amamentação (sem a influência da cultura),segundo diversas teorias, seria de 2,5 a sete anos. Estudos etnográficos sugerem que, antes do uso disseminado de leites não humanos para crianças, elas tradicionalmente eram amamentadas por três a quatro anos, época em que as crianças usualmente deixam de amamentar quando lhes é permitido alimentar-se de acordo com a sua vontade (Dettwyler, 1995).
A OMS recomenda que a amamentação seja praticada até os dois anos ou mais (World Health Organization, 1995a). O leite materno pode ser uma importante fonte de nutrientes após o primeiro ano de vida da criança. Em algumas populações, ele contribui comum terço a dois terços da energia ingerida no final do primeiro ano (Prentice, 1991; Heinig et al., 1993) e continua sendo uma importante fonte de gordura, vitamina A, cálcio e riboflavina no segundo ano de vida Prentice e Paul, 1990). Se uma criança amamentada não estiver crescendo adequadamente no segundo ano de vida, os esforços devem concentrar-se na melhoria da qualidade nutricional e quantidade dos alimentos complementares e não na interrupção da amamentação (Bentley et al.,1997).
Essa sugestão é reforçada com o estudo feito em Bangladesh onde mas crianças desnutridas não amamentadas além do primeiro ano tiveram um risco seis vezes maior de morrer, quando comparadas com as amamentadas(Briend e Bari, 1989). Portanto, até que surjam argumentos contrários à recomendação da OMS quanto à duração do aleitamento materno, continua prevalecendo a recomendação de que as crianças sejam amamentadas preferencialmente por dois anos ou mais. O Ministério da Saúde endossa essa recomendação."
http://www.opas.org.br/sistema/arquivos/Guiaaliment.pdf pg 23 grifo nosso
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